Sunday, 18 November 2018

Espectáculo poético-musical de Electroplasma: "Do poleiro da sombra"

Se tudo a vãs palavras se reduz
E com elas me tapo a retirada,
Do poleiro da sombra nego a luz
Como a canção se nega embalsamada.
José Saramago

Dentro do marco das III Xornadas Internacionais José Saramago da Universidade de Vigo, que se celebrarán entre os días 3 e 5 de decembro, contarase coa performance poético-musical e audiovisual do grupo Electroplasma. 

Electroplasma é un proxecto formado por Xurxo Nóvoa e Alexandre Soares. Xurxo Nóvoa (Vigo, Galiza) é poeta e fundador do proxecto Guilherme e Bastardo, e Alexandre Soares (Porto, Portugal) é fundador de GNR e Osso Vaidoso. Eelectroplasma é un local itinerante onde se mesturan poesía, música e teatro, e onde a imrpovisación é un sinal de identidade. O Plasma é un dos estados físicos da materia que posúe propiedades bastante diferentes das de sólidos, líquidos e gases. Non posúe forma ou volume e é electricamente condutor. No universo, o plasma é o estado máis común da materia. O electro-plasma é un tipo de plasma que sostén a súa coherencia física grazas aos harmónicos. Pódese consultar máis información na páxina oficial do seu facebook:


A través do seu espectáculo "Do poleiro da sombra", Electroplasma introdúcenos no mundo de José Saramago. "Do poleiro da sombra" é unha performance poético-musical (e visual) na que Electroplasma propón um roteiro cósmico sobre a obra de José Saramago en ligazón coa poesía lusófona e mesmo universal, especialmente con aqueles autores e autoras da Galiza máis próximos da sua constelación literaria e da súa actitude ética. 

Electroplasma invítanos, da forma que segue, ao seu espectáculo, que se celebrará o próximo día 4 de decembro ás 19h00 no Salón X, da Facultade de Belas Artes (Pontevedra):

"Se nos acompanharem nesta passagem, durante uns 60 minutos seremos astronautas a percorrer o universo do Nobel: da Quinta da Broa à Sierra Madre de Chiapas, da faixa de Gaza ao Bundesbank, do Charco Verde e o Timanfaya à sombra das azinheiras sem idade.

Para esta travessia apenas precisam bagagem: vontade de nos encontrarmos e paixão para vivermos na dissidência e no improviso.

            Até breve e boa viagem!".

Sunday, 28 October 2018

Call for Papers "Metalepse e transmedialidade"

O Grupo Intermedialidades do Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da Faculdade de Letras da Universidade do Porto, organiza um congresso em torno da metalepse como noção transmedial. Pretende-se averiguar como e porquê esta figura está tão presente na literatura e nas artes em geral e analisar as suas muitas formas de funcionamento e de manifestação.



O congresso terá lugar na Faculdade de Letras da Universidade do Porto, a 4-5 de Abril de 2019, e privilegiará os seguintes pontos de abordagem teórico-crítica:

- O conceito de metalepse: história e teorias;
- Leituras transmediais da metalepse;
- Metalepse e mise-en-abyme, reconfigurações do autor e do receptor, especificidades genológicas;
- Experiências do contemporâneo: a metalepse ontológica na literatura, nas artes visuais, audiovisuais e performativas;
- Metalepse e crise do dispositivo;
- Metalepse e poesia.

As propostas de comunicação, a enviar para o email ilc@letras.up.pt até ao próximo dia 14 de Dezembro, serão apreciadas pela Comissão Científica do Colóquio e deverão incluir os seguintes elementos:

- Nome
- Filiação institucional
- Nota biográfica (±200 palavras)
- Título da comunicação
- Tópico da comunicação
- Resumo (±200 palavras)

Os resultados da apreciação das propostas serão comunicados até 18 de Janeiro.


INSCRIÇÕES

Primeira fase, até 1 de Fevereiro : 100,00 €
- Estudantes: 50,00 €
- Membros do ILC, da Rede LyraCompoetics : 0,00

Segunda fase, de 2 a 25 de Fevereiro: 120,00 €
- Estudantes: 60,00 €
- Membros do ILC e da Rede LyraCompoetics : 0,00

Para mais informações, por favor contacte ilc@letras.up.pt ou visite o site http://ilcml.com/

Sunday, 21 October 2018

Novo número de E-lyra: "O poético e o político"

Já está disponível o novo número da revista E-LyraO poético e o político, organizada por Burghard Baltrusch, Alethia Alfonso, Cristina Tamames e Alba Cid.


Hoje em dia, a relação entre poética e política reveste-se de múltiplos matizes. Não só devido à sua variação ontológica sobre aquilo que criticam, mas também pelas diferenças geo-históricas e culturais, algumas das quais estão representadas neste número. Superando a concepção de “arte política” qualquer restrição temática ou intencional e considerando outras questões, como a adequação enunciativa, a espacialidade ou a actio a ela vinculada, importa dizer que certamente os matizes da relação poética e política são inumeráveis espectros de cinzento, não um branco ou um negro. Expande-se então a ideia de poética e o trabalho do crítico, perfilando uma consideração geral sobre os modos de ler e investigar poesia hoje, ao mesmo tempo que também se torna mais viável entender obras intermediais, o “que fazer” desde o múltiplo. Nesta linha, será necessário questionar uma vez mais a noção de poesia no nosso tempo, prestando a devida atenção ao seu estatuto multifuncional e instável, e operando depois com noções como “poesia não-lírica”ou com a noção de “espaço público”.

Combinando a criação, a atenção teórico-metodológica com a sua aplicação crítica em estudos de caso, ábrese um número plural, polifónico. A filosofia política, a teoria literária, o comparatismo, a hermenéutica e as práticas artísticas convergem em diferentes corpos, espaços ou textos, relacionando  praças públicas, prisões, outridades, oralidade e performance, visões sobre as possibilidades e os efeitos de internet, etc. Acredita-se que esta observação cruzada de práticas e discursos de resistência na actualidade, articulados de modo relacional, permite repensar as correspondências entre poesia e política, diferenciar entre efeitos performativos e eficácia política imediata, ligando tudo isso ao alargamento da concepção do poético. Também este número da eLyra começa com uma secção de textos poéticos inéditos, neste caso ordenados por âmbito sociocultural e linguístico e, dentro deste, de forma alfabética. A secção de estudos começa com uma contextualização teórica e metodológica da relação entre o poético e o político, entre solidão e comunidade na poesia, entre poiesisaisthesise politeia. Como complemento a esta variedade de abordagens, há ainda um inquérito com quatro perguntas a artistas, poetas e investigadores, para que reflectissem sobre a relação entre o poético e o político no seu trabalho. A última secção, “Política do Olhar”, compila fotografias de intervenções e constelações poético-políticas no espaço público, para mostrar a importância dos sistemas de significação não-verbal na interacção e mediação públicas.

Tuesday, 11 September 2018

Conferencias de la profesora Kenya Aubry Ortegón en la Facultad de Filología y Traducción de la Universidad de Vigo



Kenya Gabriela Aubry Ortegón. Doctora en Teoría de la Literatura por la Universidad de Santiago de Compostela y Maestra en Literatura Mexicana por el Instituto de Investigaciones Lingüístico-Literarias de la Universidad Veracruzana. Ha publicado artículos sobre narrativa hispanoamericana de los siglos XX-XXI  en Semiosis, Románica Silesiana, La Palabra y el Hombre, Amoxcalli, Cuadernos de Investigación Filológica, entre otras; y capítulos de libro (ediciones de la UADY y de Biblioteca Nueva). Profesora titular de teoría literaria y seminario de investigación en la Facultad de Humanidades de la Universidad Autónoma de Campeche. Líneas de investigación: narrativa hispanoamericana siglos XX-XXI y poesía mexicana siglos XX-XXI.    
Los días 17 y 18 de septiembre estará en la Universidad de Vigo presentando las siguientes conferencias en la Facultad de Filología y Traducción, ambas a las 12 am:

“La construcción social de las fronteras mexicanas: la narconovela y la novela de la frontera”

En la tradición de la novela mexicana predomina la preferencia por la narratividad de hechos, acontecimientos y situaciones sociales que provienen del entorno sociocultural. La novela mexicana a partir de la última década del siglo pasado manifestó un excesivo realismo mimético, fenómeno detectado en las llamadas novela de la frontera, narconovela y neonovela negra. Con el respaldo teórico que nos ofrecen las teorías sobre el realismo literario, ejemplificaremos tal manifestación (a la que también llamamos novela de realidad excesiva cuya interdiscursividad es de naturaleza mediática) a través de tres obras que pertenecen a los subgéneros de novela de la frontera y narconovela, que al mismo tiempo comparten los códigos del género policial; nos referimos a Otras caras del paraíso, de Francisco José Amparán, Balas de plata, de Élmer Mendoza y Entre perros, de Alejandro Almazán.

“Poetas mexicanas nacidas en la década de 1950: agentes poéticos de la construcción sociopolítica actual”

La poesía mexicana se circunscribe en una amplia tradición de lo que podríamos llamar poesía política: poemas cívicos, patrióticos, los que exaltan la Revolución de 1910, poemas que satirizan a las figuras públicas, o los que cuestionan a las instituciones, o los que aluden al imperialismo cultural y económico norteamericano. Las poetas nacidas en la década de 1950 centraron sus primeros textos en temas referentes a la identidad y a la memoria. No obstante, la crisis social por la desprofesionalización política que raya en el cinismo, la violación a los derechos humanos, el crimen organizado, la excesiva corrupción y la impunidad, ha movido a poetas como Coral Bracho y Minerva Margarita Villarreal a girar sus tematizaciones hacia lo sociopolítico. En este sentido, reflexionaremos en torno de los sujetos poéticos de las autoras mencionadas, en tanto agentes poéticos de la construcción sociopolítica actual.

Friday, 7 September 2018

Coloquio "O poético e o político na actualidade"

Durante os próximos días 20 e 21 de setembro celebrarase o Coloquio Internacional "O poético e o político na actualidade" na Facultade de Letras da Universidade do Porto. Xa se pode consultar o programa definitivo: Nota: por imprevistos de última hora, non poderán asistir ao congreso Luca Salvi, Ilka Kressner e Daniel Salgado.

Monday, 3 September 2018

"'Los cantos errantes' de Mercedes Roffé" en el Congreso AEELH 2018

En el marco del XIII Congreso de la Asociación Española de Estudios Literarios Hispanoamericanos,que se celebrará en Vigo entre 11 y el 14 de septiembre bajo el título "Mi casa está en la frontera: caminos de ida y vuelta en la literatura y culturas hispánicas", la profesora e investigadora Geneviève Fabry realizará una intervención titulada Los cantos errantes de Mercedes Roffé.

Resumen:
La poeta argentina Mercedes Roffé (1954-) ha desarrollado una reflexión importante sobre el exilio a partir de su propia condición de escritora de origen judío, radicada desde hace más de veinte años en Nueva York. Quisiéramos desarrollar su visión del exilio, muy rica en matices, a partir del estudio profundizado de dos poemarios suyos: Canto errante (2002) y Las linternas flotantes (2009). El primer libro enfatiza  la filiación de Roffé con la poesía profética bíblica, pero de una manera paradójica. En efecto, Raúl Zurita considera que Canto errante propone “la confrontación de la agonía del lenguaje con la plenitud a menudo arrasadora de los poemas fundacionales” (Roffé, 2011: 10). Si en este poemario se observa un “derrumbe del lenguaje y de las palabras” (11), se puede destacar en el segundo libro citado cómo esa misma matriz bíblica da lugar a una configuración nueva en la que el lenguaje recobra su poder de fraguar nuevos caminos para nombrar, y así hacer surgir, una vida más auténtica.  En Las linternas flotantes, se estudiará cómo la referencia bíblica se entrelaza con otras tradiciones religiosas para armar un marco de referencia sincrético en el que evocar la errancia esencial del canto. De hecho, no sólo la reescritura bastante directa de las primeras páginas del libro del Génesis se entrelaza con referencias cabalísticas al Tsimtsoun; además, se destacarán referencias a la República de Platón y a ciertos ritos hinduistas. A modo de conclusión, se situará esta escritura errante de Roffé en un panorama más amplio, el de la poesía argentina que piensa las formas contemporáneas de exilio en relación con tradiciones literarias, religiosas y filosóficas del pasado (véanse por ejemplo la poesía de Juan Gelman, Tamara Kamenzsain o Liliana Lukin).

Bibliografía parcial:
 Fridman, Viviana, Écriture et identité juive en Argentine dans la transition démocratique, Paris, H. Champion, 2010.
 Laboy, Edwin M. (ed.), La interrogación incesante (entrevistas 1996-2012). Mercedes Roffé, Madrid, Amargord, 2013.
Lévinas, Emmanuel, Difficile liberté, Paris, Albin Michel, 1976.
Roffé (Mercedes), Las linternas flotantes, Buenos Aires, Bajo la luna, 2009.
Roffé, Mercedes, Canto errante. Seguido de Memorial de agravios, Madrid, Amargord, 2011. Con prólogo de Raúl Zurita.

Geneviève Fabry es doctora por la universidad de Lovaina (Louvain-la-Neuve, Belgique). Es catedrática en esta misma universidad en la que se desempeña también como vicedecana de la facultad de Filosofía y letras. Es autora de varias monografías, artículos y obras colectivas sobre la literatura argentina y chilena contemporánea (sobre todo la poesía), así como sobre la intertextualidad bíblica y mística en la literatura hispanoamericana. He aquí algunos títulos:
- G. Fabry, Las formas del vacío. La escritura del duelo en la poesía de Juan Gelman (Rodopi, 2008).
- G. Fabry,  I. Logie y P. Decock (eds), Los imaginarios apocalípticos en la literatura hispanoamericana contemporánea (Peter Lang, 2010);
- G. Fabry, D. Attala (eds), La Biblia en la literatura hispanoamericana, Madrid, Trotta, 2016.